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Filme | Drácula - A História Nunca Contada

Olá, tudo certo por aí?


                Nessa semana assisti a Drácula – A História Nunca Contada e venho aqui deixar minhas impressões, porém antes, como de costume, ficha técnica:

Título Original: Drácula Untold
Lançamento: 23 de Outubro de 2014
Com: Luke Evans, Charles Dance e mais
Dirigido por: Gary Shore
Duração: 92 minutos
Gênero: Ação, Fantasia, Drama.
Sinopse: Os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que sua população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) mais uma vez exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos.

                Esse Drácula vem de uma linhagem de ideia diferente dos demais já vistos. Muito mais focado em fazer seu universo de monstros e seu ganha pão de cada dia, a Universal Pictures, dona de uma legião de monstros como o próprio Drácula, Frankenstein, lobisomem e tantos outros. Após alguns fracassos notáveis, chegou a vez do Drácula entrar nessa lista. Só que o conhecido vampiro surge com uma nova roupagem, antes mesmo de adquirir seus poderes.
                Na verdade, Drácula – A História Nunca Contada apresenta como Drácula se tornou o vampiro mundialmente conhecido. Trata-se de um típico filme de origem, onde a fórmula principal é a de justificar as atitudes de um vilão. Onde por mais que tenha o hábito de empalar seus inimigos, Vlad fez tudo em nome da paz para seu povo e também por amor a esposa e filho. Com isso, conseguiram tornar Vlad o mocinho da história, e em certos momentos conseguimos até torcer um pouco por ele.
                Um gancho bastante explorado pelo filme é de que o munda da época exigia que “um monstro se tornasse herói”. Frase de grande efeito, e que até é bem justificada dentro do filme e dos percalços vividos pelo personagem principal.
                O grande problema desse Drácula é o didatismo com a qual a história é contada. A começar pela abertura estilizada, que narra a ligação de Vlad com os turcos desde a sua infância e seu passado nas guerras, passando ainda pelas desnecessárias explicações de absolutamente tudo que acontece, por muitas vezes com diálogos repetitivos e cansativos.
                A fotográfica acinzentada ajuda a manter o clima sombrio que o filme merece, por mais que a impossibilidade de Vlad em aparecer sob a luz do sol seja mal explicada, ou talvez, nem seja explicada.
                Drácula – A História Nunca Contada acaba sendo uma aventura super burocrática que serve mais para dar um novo inicio ao famoso personagem. Com um pouco mais de dinheiro para caprichar, o futuro pode reservar algo bom. Ainda mais com o gancho explicito existente no final e o já confirmado interesse da Universal em criar um universo cinematográfico próprio envolvendo seus “monstros heróis”.
                E pra finalizar, minha nota para Drácula – A História Nunca Contada é:
✬ 2 Estrelas

 Bah: Resumindo minha opinião, Drácula – A História Nunca Contada deveria fazer jus ao seu nome, e continuar sem ser contada.

E você, já assistiu Drácula Untold? Não poupe seu teclado, deixe um comentário.

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