Pular para o conteúdo principal

Resenha | As Violetas de Março - Sarah Jio

Editora: Novo Conceito
Páginas: 340
Estrelas: ✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 2011 com o título de The Violets of March

Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.



As Violetas de Março é um romance bem água com açúcar, tendo como diferencial suas descrições da ilha de Bainbridge e da "reviravolta" do final.

Emily e o marido estão se divorciando, ele está se casando com outra. Enquanto ela está perdida, sem conseguir escrever e sem saber direito que rumo seguir. Quando recebe um cartão da sua tia Bee convidando-a para passar um mês em Bainbridge, uma ilha que ela costumava visitar e passar as férias quando criança.

As descrições da ilha são fantásticas, eu queria passar um mês por lá também. Um cenário perfeito para um romance, como acaba acontecendo. A ilha comporta alguns mistérios que vão sendo revelados aos poucos, a medida que Emily vai entrando em contato com outros moradores, como Henry e Jack, vizinhos de Bee.

A história dentro da história, que envolve o diário que ela encontra no quarto onde está ficando na casa da tia é bem legalzinha. É um mistério que vai se revelando aos poucos, gostei bastante de como se resolveu. Acho que essa é a verdadeira história desse livro. É a história de um romance que se passa em tempos de guerra, com direito a triângulo amoroso e tudo.

A história da personagem Emily ao longo do livro não chamou tanto a minha atenção. Ela "se encontra" muito rápido e parece muito passiva, aceitando as sugestões de todos. Meio que se deixa levar com as ondas ao invés de tomar as rédeas da própria vida e fazer o que quer que seja que ela quer. Além do que, ela não me pareceu perdida ou sofrendo, como a sinopse dá a entender. Faltou uma melhor caracterização das emoções da personagem.

É um romance bom, porém nada de espetacular. A edição está muito bonita, cheia de flores ao longo das páginas e nas marcações de capítulos. Além da fonte ser de um tamanho legal, confortável para a leitura.

E você? Já leu? Pretende ler? Deixe sua opinião nos comentários!


Comentários

  1. Apesar de parecer ser um livro muito bom não senti muita vontade de ler, acho a capa desse livro muito bonita <3 Adorei a resenha!

    Beijo,
    Naty.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A capa é linda, né? É, dá para deixar pra próxima. Tem romances que ficam na frente desse, embora As Violetas de Março seja bonzinho.
      Obrigada, querida! *.*

      Beijos!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Primeiro ano - Scott Turow

Editora : Record Páginas : 220 Estrelas : ✬✬✬✬ Skoob Publicado em 1977. Ao narrar as angústias, as dificuldades, os desafios e os triunfos que marcaram seu primeiro ano na Faculdade de Direito de Harvard, Scott Turow denuncia problemas surpreendentes no sistema de educação jurídica de uma das mais antigas e conceituadas instituições de ensino dos Estados Unidos. Um relato dramático e um importante depoimento do autor.

Resenha | A Arte de ter Razão - Arthur Schopenhauer

Editora : Faro Editorial Páginas : 128 Estrelas : ✬✬✬ Skoob Publicado em 1831. A forma como nos comportamos socialmente não mudou muito desde Aristóteles. Partindo dos escritos do pensador grego, Schopenhauer desenvolve em sua Dialética Erística, 38 estratégias sobre a arte de vencer um oponente num debate não importando os meios. E, para isso, mostra os ardis da maior ferramenta que todos possuímos, a palavra. Usar argumentos e estratégias certas numa conversa é uma arma poderosa em qualquer momento. E tanto vale para quem quer reforçar um talento, evitar ciladas dialéticas, ou simplesmente estar bem preparado para negociações ou qualquer outra ocasião que exija argumentação... o que acontece em todos os momentos da vida. Essas estratégias não foram inventadas por Schopenhauer. Seu trabalho foi identifica-las, reuni-las de modo coerente, mostrando como são utilizadas, em quais momentos elas surgem em meio a uma discussão, de modo que você possa utilizar-se deste livro

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora : Bertrand Páginas : 728 Estrelas : ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e persever