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Projeto 1001 #6 | A Máquina do Tempo - H. G. Wells

Editora: Objetiva
Páginas: 152
Estrelas: ✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 1895 com o título de The Time Machine

A Máquina do Tempo: a mais espantosa das invenções, capaz de levar seu criador a uma viagem surpreendente através de milhares de anos de transformações sobre a Terra. Novos seres ocupando a superfície e as entranhas do planeta, vivendo numa incrível civilização do futuro, onde a luta pela vida é implacável. O final dos tempos e a agonia do sistema solar com o colapso de nossa estrela, prestes a explodir.Uma história de aventura e emoções inimagináveis, esta obra também é uma reflexão sobre os valores de nossa sociedade e sobre o mundo que construímos hoje.



 Pioneiro nas narrativas de viagem no tempo, inovador no conceito de máquina capaz de viajar pelo tempo. Wells traz uma história simples, contada de forma simples, com implicações não tão simples assim e um divertido tom de aventura.

O Viajante no Tempo tem uma teoria, de que o tempo é uma quarta dimensão do espaço. Com isso, experimenta em dispositivos capazes de transpor essa barreira. E basicamente é isso de "físico" que tem o livro. Essa parte introdutória é bem rasa e sem maiores explicações sobre como é possível que essa máquina funciona ou como seriam suas consequências.

De resto, o livro é uma história de aventura bastante divertida. O Viajante no Tempo consegue criar a máquina do tempo e viaja para o ano de 802.701. A espécie humana nesse tempo tão distante se dividiu em duas, até onde o Viajante consegue perceber de início; uma "fraca" com roupas coloridas, sem nenhum tipo de trabalho, vivendo em alojamentos coletivos, ele chama essa vivência de comunismo num primeiro momento; e outra que vive no subsolo, aparentemente, produzindo os insumos para a "de cima" poder viver tranquila e no ócio.

Essas são as primeiras impressões do Viajante, logo descobre que está errado e passa a viver outras aventuras neste futuro tão tão distante. Como bom cientista, ele tenta interpretar aquele mundo com seus olhos de anos 1800 e tenta descobrir através do que vê como o mundo pode ter se tornado naquilo.

Se o leitor tiver paciência e interesse, acredito ser possível perceber uma crítica política e social, assim como repensar teorias como a darwiniana. E isso tudo, numa linguagem bastante simples e divertida.

A história é contada por um amigo do Viajante que ouviu seu relato e o colocou no papel. Então, é como se estivéssemos sentados na frente de uma lareira durante o chá das 5 ouvindo a aventura. Essa aventura chega inclusive até o fim do mundo, só para dar um gostinho.

É um clássico que merece ser lido, pois não é assustador. Inclusive, enquanto eu lia, pensei em como a história é simples e poderia ter dado azo a um livro muito mais gordinho, e qual não foi minha surpresa ao concluir a leitura com um apêndice escrito pelo autor falando a mesma coisa. Ele conta que quando foi publicado, o livro foi uma tentativa de ganhar dinheiro, sendo que era um jornalista que estava sem conseguir publicar, logo, foi um pouco "apressado".

Concluindo, uma boa leitura para quem gosta de aventuras, de ficção científica, de viagem no tempo e de clássicos. Simples e divertido.

E você? Já leu este ou algum outro livro do autor? Deixe sua opinião nos comentários!

Comentários

  1. Eu já peguei esse livro na biblioteca da escola, mas não consegui termina-lo. O começo da leitura acabou não me conquistando já que eu não sabia onde o Viajante no Tempo estava. Se ele estivesse no nosso tempo atual e ele não correspondesse ao tempo em que estamos? Mas depois dessa resenha vou tentar lê-lo de novo, quero saber como ele acaba.
    photo-and-coffee.blogspot.com

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    Respostas
    1. Depois da primeira parte, ele fica mais interessante, mas é um livro bem curtinho, quando a gente engrena, ele acaba hehe

      Bjs

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