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Resenha | Legend - Marie Lu

Legend #1
Editora: Rocco
Páginas: 255
Estrelas: ✬✬✬✬
Publicado originalmente em 2011 com o título de Legend

O que antes for a o Oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação perpetuamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos distritos mais ricos da República, a adolescente de quinze anos June, é um prodígio prometida ao sucesso no mais alto círculo militar do país. Nascido nas favelas, o adolescente Day é o criminoso mais desejado do país. Mas sua motivação pode não ser tão maliciosa quanto parece. De mundos muito diferentes, June e Day jamais cruzariam o caminho do outro, até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Presos em um jogo de gato e rato, Day está correndo para salvar a vida de sua família, enquanto June deseja vingar a morte de Matias. Mas em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu, e até onde seu país está disposto a ir para guardar seus segredos.




Essa é outra série distópica situada nos Estados Unidos, num futuro não definido. Fora isso, sem semelhanças com séries famosas como Divergente e Jogos Vorazes. Eu gostei bastante da leitura.

O livro trata sobre traições, política, conspirações e, também, sobre adolescentes. A história se divide em dois pontos de vista contrastantes que se unem depois de um tempo.

A história começa com Day. Sabemos que ele é procurado pelo Governo, sabemos que ele vive na clandestinidade, nem sua família sabe que ele está vivo. E o resto de sua história, só no decorrer do livro e da série, imagino. 

Ele está em busca de um remédio para seu irmão, que suspeita estar infectado com uma doença. Pessoas que tem essa doença, são retiradas de suas famílias pelo governo e seu destino não é revelado. Para isso, ele invade um hospital e tenta subtrair o remédio, e na fuga, seu caminho acaba cruzando com o de Metias, irmão da nossa segunda protagonista, a June.

June, ao contrário de Day, cresceu privilegiada. Sua família tem relações íntimas com o governo e morreu em missão. Seu único parente vivo, seu irmão, acaba morrendo na noite em que cruzou caminho com Day, enquanto trabalhava na segurança da cidade. Ela, então, é apontada pelo governo para assumir a missão de busca de Day e traze-lo à justiça. A partir daí, ela se infiltra, por acidente, na rotina de Day e a história de desenrola.

O livro é curtinho e recheado de ação. Acredito que tenha elementos que agradam todos os públicos, como ação, ritmo acelerado, até pitadas de romance, e como não poderia faltar em livros distópicos, uma certa reflexão política.

Os protagonistas tem uma base sólida para suas atitudes, sendo bem construídos e deixam margem para os livros que virão. Os personagens secundários são bem utilizados.

O diferencial, a meu ver, encontra-se nos dois lados da moeda. Ao mesmo tempo que vemos o ponto de vista do governo, também temos a história do povo oprimido. Tendo essas duas versões, o contraste fica enorme e, pelo menos para mim, se tornou muito interessante.

Gostei bastante desse primeiro livro e espero ler o segundo em breve. Leitura rápida, divertida e, claro, voltada para adolescentes. Para mim, é impossível ler um livro distópico sem remeter aos clássicos do gênero, então, não vá com muita sede ao pote, o livro é bom, mas é limitado pela sua faixa etária.

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