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Resenha | Agnes Grey - Anne Brontë


Editora: Martin Claret
Páginas: 288
Estrelas: ✬✬✬✬✬
Publicado em 1847

Os fãs de literatura inglesa irão se deliciar com mais uma obra-prima parte da coleção das irmãs Brontë: Agnes Grey, de Anne Brontë. Publicado em 1850, o romance ultrapassa a Era Vitoriana com sua temática realista. A obra narra a trajetória de Agnes, governanta de famílias da classe aristocrática inglesa, suas lutas, questionamentos e claro, sua relação com o amor. Leitura imperdível para os apaixonados pelas outras irmãs Brontë e pela produção literária inglesa.


Eu estou absolutamente apaixonada pelas novas edições da Martin Claret, quando vi essa belezinha, comprei (uma pena que não encontrei uma imagem melhor dele para ilustrar o post). Queria que todos os meus romances históricos tivessem capas assim.

Já li as irmãs da autora, com O Morro dos Ventos Uivantes e Jane Eyre. E confesso que não conhecia a Anne até ver esta edição. Tendo dito isto, que bom que conheci e li!

Trata-se de um romance no mesmo estilo dos romances da época, e isso se justifica, pois aparentemente as irmãs inventavam histórias enquanto crianças e que vieram a aproveitar depois em seus romances.

Agnes Grey é a filha mais nova de um casal um tanto pobre e por ser a mais nova, não é levada muito a sério. Mesmo sendo pobres, o casal proporcionou às filhas um bom estudo e por isso, na busca de independência, Agnes vai trabalhar como preceptora.

Em seu primeiro emprego, não é muito feliz. Acaba encontrando aquele tipo de criança que faz qualquer pessoa pensar 3x antes de querer procriar. E posteriormente, acaba em uma outra casa, um pouco melhor, mas em que ainda encontra dificuldades.

O romance deste livro é bem incidental, quase que como a cereja do bolo. Acontece como "na vida real", por acaso e sem ser procurado. O tema central do livro, na verdade, é a formação da Agnes como mulher.

Narrado em primeira pessoa, ela promete ao leitor que não o entediará com detalhes chatos e nos narra apenas o essencial para ficarmos chocados com as situações que ela enfrenta e nos compadecermos da sua situação.

Há indícios de que o livro seja um tanto autobiográfico, nunca saberemos até que ponto. Mas Anne também foi criada por um pai pastor e uma mãe que abdicou da aristocracia para viver o amor. Também ficou na sombra de suas irmãs e também precisou buscar sua independência trabalhando como preceptora ou governanta.

Para quem gostou dos livros mais famosos de suas irmãs, com certeza apreciará Agnes Grey também. O livro tem o mesmo clima e dá o mesmo prazer em ser lido.


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