Pular para o conteúdo principal

Vi na Livraria | Umbigo é nosso rei?


Pensei em começar uma nova coluna por aqui para mostrar o que andei vendo por aí, nas livrarias físicas e online, no youtube ou conheci pelo Skoob. Livros que eu pretendo ler um dia e que talvez interessem a alguém mais.





Editora: Artes e Ofícios
Páginas: 160
Skoob

Umbigo Rei é o líder de um gigantesco país habitado por milhões de umbigóides. Há quem diga que se trata da maior nação umbigóide do Planeta. Você já deve ter cruzado com muitos e muitas umbigóides. É fácil reconhecer essas criaturas ligeiras. Em geral, são sedutoras e envolventes. Descuide-se e crau!, elas levam alguma ou toda vantagem. 
Umbigóides furam filas, rodam pelos acostamentos, divertem-se assustando velhinhos no trânsito e matam-se aos milhares nas ruas e nas estradas. Entopem bueiros com o lixo que atiram pelas janelas dos seus carros. Umbigóides puxam a brasa para o assado deles e dos mais próximos. Nessa ordem. 
Explicar o individualismo e o personalismo dos brasileiros não é tarefa fácil. O historiador paulista Sergio Buarque de Holanda, na obra Raízes do Brasil, traz a perspectiva de nossos colonizadores, responsáveis por incutir-nos o maldito personalismo (umbigolismo para os umbigóides) do qual padecemos até hoje. Trata-se do individualismo ibérico, baseado na idéia de que só tem valor aquele que se basta e que a vida é assim, cada um por si e Deus por todos.
Umbigo é nosso rei? – Considerações sobre o individualismo e o personalismo dos brasileiros traz as visões de alguns dos melhores cronistas, romancistas, ensaístas e poetas do país sobre essa parte, às vezes, proeminente, outras vezes depressiva da nossa anatomia. E, principalmente, o que ela representa na cultura do nosso país.


Eu achei esse título fantástico e a sinopse super atual. Acho que a reflexão proposta é super válida e se o livro for tão bom quanto a discussão que ele traz, deve ser um must read. Eu tenho a impressão de que cada vez mais caminhamos para uma posição individualista, embora devêssemos atentar à solidariedade, relembrar valores como respeito, que, por alguma razão ou outra, foi esquecido no caminho.

O que você achou da proposta da coluna? E do livro sugerido? Deixe sua opinião nos comentários!

Comentários

  1. Adorei a ideia da coluna, bem bacana! Não conhecia o livro em questão mas também gostei da sinopse.

    Beijo,
    Naty.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Naty! Eu adoro conhecer novos livros ;)
      Beijos!

      Excluir
  2. Gostei da coluna :) nao cknhecia o livro e adorei conhecer ele.. A sinose e bem interessante....

    Forever a Bookaholic

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora: Bertrand Páginas: 728 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon

Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um …

Top 5 | Livros Apaixonantes

Amanhã é dia dos namorados, por isso, sugiro leituras apaixonantes, que aquecem o coração, seja por seus personagens marcantes ou pelo romance do livro. São livros que li recentemente e que saltaram à mente quando pensei nesse tema.

Resenha | Os Instrumentos Mortais - Cassandra Clare (parte 2)

Se vocês viram a parte 1 sobre Os Instrumentos Mortais, vocês sabem que eu dividi a série em duas trilogias para comentar por aqui. Naquele post eu explico que, na minha opinião, essa divisão é viável e facilita para comentar sem dar spoilers. Lembrando que terá spoilers dos livros anteriores.
Os três últimos livros da série são: Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e Cidade do Fogo Celestial.
Bom, quero começar falando que graças a Deus no terceiro livro "descobrimos" que a Clary e o Jace não são irmãos. Eu já comentei na parte 1 que isso tinha ficado óbvio para mim desde o momento em que a autora resolveu dar essa guinada na história. Achei desnecessário, inacreditável e me irritou muito quando estava lendo.

Nessa segunda trilogia, há uma troca de vilões, agora Sebastian mostrou a que veio. Que, sinceramente, também é perceptível ao leitor desde que o personagem é introduzido.

Porém, tirando Cidade dos Anjos Caídos, que eu não gostei nada, acho que a história…