Pular para o conteúdo principal

Mini-Opinião | Cotidiano em Verso - Mel Gonzaga

Páginas: 58
Estrelas: ✬✬
Skoob
Publicado em 2013.

Em "Cotidiano em Verso" a autora registra 28 histórias do cotidiano em forma de poesia. Escreve sobre os seres humanos, suas escolhas racionais ou absurdas, suas manias hilárias e suas mais tristes decepções. O desejo por coisas de "Última Geração", a razão por trás de "Ditados Impopulares" e a origem da “Muralha” construída nos semblantes amargurados. Venha viver um cotidiano em verso, o inverso do que poderia ser. Como gotas de mel que mudam o gosto de um amargo remédio, as rimas de Mel Gonzaga transformarão sua rotina.


Esse é um pequeno livro de poesias. Comprei "de graça" na Amazon há algum tempo atrás, inclusive fui conferir para linkar aqui e não está mais disponível. É uma publicação independente da autora.

Eu achei um livro bem regular, com rimas fáceis. Nada de muito diferente ou surpreendente. Pode-se lê-lo em uma sentada sem dificuldade nenhuma.

Meu único problema com ele foi um poema chamado "Sistema Falido". Eu achei preconceituoso, indignante e fez eu me perguntar sobre os limites da arte. Até que ponto somos livres para escrever em um livro nossas opiniões? É um poema associando favelados que escutam funk com a criminalidade e a consequente falência do sistema. 

Eu sei que isso retrata a opinião de uma grande parte da população, mas é certo escrevê-lo num poema e propagar esse pensamento de ódio? Não sei...mas vale o pensamento.

O que você acha? A arte tem limites? Deixe sua opinião nos comentários!


Comentários

  1. Eu não sou a maior fã do mundo de poemas/poesias, ainda mais com rimas fáceis. Se tem preconceito então, não quero, nem de graça pela amazon. É claro que eu também tenho meus preconceitos, mas não gosto de tê-los e nem me orgulho deles. Respondendo sua pergunta: acho que existe sim liberdade de expressão. Mas também existe algo que infelizmente é pouco usual e se chama bom senso. Não dá pra sair falando tudo o que se pensa, pois sempre haverá alguém para ser ofendido com suas ideias e principalmente com o preconceito. Achei de mau gosto e apesar de não gostar de funk, tento não classificar todos que o ouvem como "favelados", pois não acho que as pessoas que morem na favela estejam lá por amarem o lugar, mas sim por falta de opção. Além do mais, generalizar é sempre um erro. Nem todo favelado gosta de funk e nem todo mundo que gosta de funk é favelado. É ou não é???

    Beijo, Rafa! Adorei o assunto que você colocou em pauta.

    http://subexplicado.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo total! Eu não me enquadraria em "favelada", mas adoro dançar funk. haha

      Beijos

      Excluir
  2. Caramba! Nunca havia pensado sobre os limites da arte. De certo, temos liberdade na arte, mas não somos de todo autorizados a maldizer e discriminar certas coisas só porque não a curtimos. Na verdade... bem.. é um pensamento bem complexo, vou continuar refletindo sobre tudo isso.

    http://gabryelfellipeealgo.blogspot.com.br/
    El Costa - Confins Literários

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também! É um pensamento que acho que sempre vai permear quando encontramos um dizer tão preconceituoso estampado assim hehe

      Beijos!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora: Bertrand Páginas: 728 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon

Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um …

Top 5 | Livros Apaixonantes

Amanhã é dia dos namorados, por isso, sugiro leituras apaixonantes, que aquecem o coração, seja por seus personagens marcantes ou pelo romance do livro. São livros que li recentemente e que saltaram à mente quando pensei nesse tema.

Resenha | Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen - Cora Harrison

Editora: Rocco
Páginas: 320
Estrelas: ✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 2010 com o título de I Was Jane Austen's Best Friend

Chega ao Brasil o livro: "Eu fui a Melhor Amiga de Jane Austen" da autora Cora Harrison. A história tem o objetivo de introduzir os mais jovens ao empolgante mundo dos livros de Jane Austen. O livro traz uma combinação entre fatos históricos e ficção, apresentando a relação entre as adolescentes Jane Austen e sua prima Jenny Cooper.