Pular para o conteúdo principal

Resenha | Quem é você, Alasca? - John Green

Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 229
Estrelas: ✬✬✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 2005 com o título de Looking for Alaska

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".


Esse é o segundo livro do John Green que eu li e o segundo que eu me apaixonei. Já li A Culpa é das Estrelas, você pode ler a resenha aqui.

É engraçado, eu fiquei com vontade de ler este livro lendo uma resenha negativa dele, da Mel Ferraz, do Literature-se. Ela, como sempre, explica direitinho o porquê gostou ou não gostou de alguma coisa e as características que ela não gostou foram as que me chamaram atenção. Como a problemática Alasca, que ela descreve como a pior personagem que ela já entrou em contato haha

E não deu outra, adorei o livro, me envolvi emocionalmente, me vi nos personagens, nas suas dúvidas e reações. Vamos por partes, a la Descartes (ou Jack, o Estripador).

Miles (ou Gordo, apelido dado pela magreza extrema dele) está começando a faculdade e passando pelos momentos característicos desse período, tentando encontrar amigos e a si mesmo. Seu colega de quarto, o Coronel começa a mostrar o lado bom de ser universitário para ele, levando-o para o seu grupo de amigos, festas, álcool e afins.

Eu adoro essa característica do John Green, sem medo de mostrar que adolescentes fazem festa, fazem sexo, falam palavrão e, o principal, mantém diálogos interessantes. Acho os diálogos do autor sensacionais, são conversas que eu teria com os meus amigos.

A Alasca. Não vou dizer que amei ela, afinal ela conseguia ser uma chata e sabia disso, seus amigos sabiam disso, era fato público e notório. Mas, talvez, até por isso, ache ela fascinante. Não é aquele clichê de garota diferente que desabrocha aos olhos dos pretendentes. Ela é ela, é chata, mas também é legal. É complexa, passou por bons bocados mesmo sendo jovem. E até suas loucuras são justificadas.

Li em duas sentadas, porque queria saber para onde a contagem regressiva estava nos levando e depois, quando a contagem inverteu, queria saber como a história se concluiria. Juntando a curiosidade, com a escrita excelente, com os personagens complexos e engraçados... amei!

O livro trata de temas pesados, como é de se esperar. Foi uma leitura bem extenuante para mim, porque me envolvi emocionalmente. Recomendadíssimo para quem quer ter seu coração partido. Ele é levemente autobiográfico, não sei até que ponto e foi o primeiro livro escrito pelo autor.

E você? Já leu esse livro? Ou algum outro livro do John Green? Deixe sua opinião nos comentários!

Comentários

  1. Faço filinha de adoradora junto com você, Rafa! Também adorei o livro!! Quero ler os outros, mas não fiquei com a mesma animação, sabe? Principalmente o de "Katherines" haha, o povo não tem falado muito bem!

    Mas vi uma menina com um Cidades de Papel de capa amarela no metrô e me deu uma super vontade de ler porque a capa era mega bonita! hauahuahuah #fútil

    bjokas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Capas bonitas são importantes!! haha
      Dá mais prazer ler um livro com capa e edição bonita, né? hahaha
      Eu também não estou muito ansiosa pelo livro das Katherines, mas já estou com Cidades de Papel e Will & Will esperando para leitura hehe

      Bjs!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora: Bertrand Páginas: 728 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon

Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um …

Resenha | A Arte de ter Razão - Arthur Schopenhauer

Editora: Faro Editorial Páginas: 128 Estrelas: ✬✬✬ Skoob Publicado em 1831.

A forma como nos comportamos socialmente não mudou muito desde Aristóteles. Partindo dos escritos do pensador grego, Schopenhauer desenvolve em sua Dialética Erística, 38 estratégias sobre a arte de vencer um oponente num debate não importando os meios. E, para isso, mostra os ardis da maior ferramenta que todos possuímos, a palavra. Usar argumentos e estratégias certas numa conversa é uma arma poderosa em qualquer momento. E tanto vale para quem quer reforçar um talento, evitar ciladas dialéticas, ou simplesmente estar bem preparado para negociações ou qualquer outra ocasião que exija argumentação... o que acontece em todos os momentos da vida. Essas estratégias não foram inventadas por Schopenhauer. Seu trabalho foi identifica-las, reuni-las de modo coerente, mostrando como são utilizadas, em quais momentos elas surgem em meio a uma discussão, de modo que você possa utilizar-se deste livro até mesmo para desmasc…

Resenha | Primeiro ano - Scott Turow

Editora: Record Páginas: 220 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado em 1977.

Ao narrar as angústias, as dificuldades, os desafios e os triunfos que marcaram seu primeiro ano na Faculdade de Direito de Harvard, Scott Turow denuncia problemas surpreendentes no sistema de educação jurídica de uma das mais antigas e conceituadas instituições de ensino dos Estados Unidos. Um relato dramático e um importante depoimento do autor.