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Série | Orphan Black

Olá, tudo certo por ai?´


                Hoje vou falar de uma série que prova que ainda existem bons atores nesse mundão de meu Deus. E seria nada mais, nada menos que Orphan Black. Vamos a fichinha técnica:

Título Original: Orphan Black
Dirigido por: John Fawcett
Emissora: Space (Canada) - Netflix
Elenco: Tatiana Maslany, Jordan Gavaris, Dylan Bruce e mais...
Gênero: Ficção Cientifica, Drama, Ação, Suspense e Mistério.
Duração: 45 minutos
Enredo: Depois de presenciar o suicídio de uma mulher (que é exatamente como ela) em uma estação de trem, Sarah Manning (Tatiana Maslany) faz o que qualquer um faria: assume a identidade da suicida para tentar resolver os próprios problemas financeiros. Mas logo ela descobre que está no centro de um mistério que vai mudar sua vida, quando se vê cara a cara com mais três mulheres idênticas a ela. Todas são clones, e precisam salvar as próprias peles enquanto tentam descobrir quem são os responsáveis pelos experimentos genéticos.


                Pra não ficar somente rasgando elogios a essa série, vou começar pela única parte que ela realmente peca, na sua divulgação. Pra começar, foi liberado o “segredo” da série, antes mesmo do piloto ser exibido, um pouco de burrice, acho eu. Sem falar que ao final de cada episódio, as famosas cenas do próximo capitulo dão cada spoiler bonito de se ver. Acho que Orphan Black deveria criar um, sei lá, departamento de controle de spoilers. Acho que o motivo desses probleminhas é a falta de confiança da BBC América com a série.
                Eu ainda não terminei a 1º temporada, mas pro que eu assisti até agora, Orphan Black é uma surpresa pra mim. De todas as séries que eu assisto, ela é uma das melhores, dividindo os primeiros lugares.
                Fica um pouco difícil pra falar da trama e tudo mais sem estragar as surpresas, mas vou tentar. Sarah Manning, a protagonista, é uma órfã com estilo punk-rock, que tem uma filha da qual não possui a guarda e está tentando melhorar de vida pra conseguir sua filha de volta. A oportunidade pra melhorar de vida surge quando Sarah vê no metro uma mulher exatamente idêntica a ela se suicidando. A mulher é Beth Childs, uma detetive que tem, depois de morta, sua identidade roubada por Sarah. Porém Sarah, descobre que não era apenas Beth que era idêntica a ela, mas também outras, até o momento 8 mulheres visualmente e geneticamente idênticas a Sarah, ou Sarah idêntica a elas.
                E a resposta pra tudo isso? Clonagem, sim, clonagem... E é aqui que eu paro de falar.
                A série tem um pé no realismo, mas a momentos que esse realismo da uma extrapolada legal, e torna a série uma Ficção Científica mesmo. Porém Orphan Black tem aquele ‘Q’ que tornam ela excepcional do jeito que é. Um desses ‘Qs’ é a estrutura da trama, que de inicio parece ser um caso de troca de identidade do tipo que nos deixa pensando “Em qual momento vão descobrir que não é a Beth e sim a Sarah?”. E enquanto estamos com esse pensamento a trama mudo de foco, e o foco da história vai pra clonagem. E por ai vai.
                Outro mérito de Orphan Black é a inexistência de uma zona de conforto. A todo o momento está acontecendo algo, que pode ou não mudar o decorrer da história, e isso acaba prendendo o espectador de um jeito sensacional.
                Mesmo com essa falta de zona de conforto, ainda arrumaram espaço pro alivio cômico. Que vem junto com Felix, irmão adotivo de Sarah, interpretado brilhantemente por Jordan Gavaris. Felix é gay, michê, mentiroso, problemático, depravado, artista plástico e engraçado. E chega exatamente no momento exato em que a série precisa dar uma segurada pra depois vir à ação.
                Mas já que eu citei Jordan e sua atuação brilhante. Não posso de jeito nenhum, não citar Tatiana Maslany, que com certeza é a melhor atriz do mundo. Ok, exagero, mas nem tanto. Com toda a certeza, ela merece todos os prêmios relacionados à atriz de TV, sem falar que ela pode ganhar como atriz principal e coadjuvante, afinal ela interpreta uma porrada de personagens.
                Tatiana é uma força incomum da cena desconhecida da TV americana. Ela consegue interpretar diversos personagens com a mesma aparência de forma tão distinta, que nem por um segundo deixamos de acreditar que são pessoas diferentes. 
                Por outro lado, temos atores não tão bons quanto Jordan e Tatiana, mas que até dá pra deixar passar. Até porque Tatiana rouba a cena, com suas interpretações fantásticas.
                Orphan Black é uma série sensacional sim. Porém é ficção cientifica, então se você não gosta do gênero, não sei se é uma boa recomendar ela pra ti.
                Orphan Black conta com duas temporadas de 10 episódios cada, já renovada para sua terceira temporada. E pra finalizar, minha notinha:

✬ 5 estrelas.

E você já assistiu Orphan Black? O que achou? Não poupe seu teclado, deixe um comentário.

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