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Resenha | Silo - Hugh Howey


Silo #1
Editora: Intrínseca
Páginas: 512
Estrelas: ✬✬✬✬✬
Publicado originalmente em 2012 com o título de Wool 

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.Elas são levadas para o lado de fora.Juliette é uma dessas pessoas.E talvez seja a última.

Esse é daqueles livros que você nota que o autor se dedicou para escrever. Não sei se se classifica como distopia ou pós-apocalíptico, talvez seja os dois. Só sei que me conquistou e estou louca para os próximos livros.

Na primeira parte do livro, conhecemos a parte de cima do Silo, a prefeita, o xerife e o delegado. Na verdade, somos jogados na perspectiva de Holston, o xerife, e já de cara conhecemos um pouco do Silo, algumas conspirações e logo depois, sua morte.

Com a morte do xerife, vamos conhecer Juliette, sua substituta, que antes trabalhava nos últimos andares do Silo, na mecânica.

A história é complexa demais para eu ter pretensão de explicar em breves palavras. Mas o fascinante é que parece que o autor pegou um conta-gotas e foi largando pinguinhos de conhecimento para o leitor à medida que as páginas avançam. Logo a estranheza do início do livro, vira curiosidade para o que vem em seguida e o leitor se sente dentro da história.

Além de lindamente escrito, excelentíssimamente dosado, o autor soube quando introduzir, também, as razões do livro. Em seguida temos a história do livro, que acompanha a Juliette, mas também temos as teorias de conspiração que cercam a história principal da série, em si.

O Silo é descrito como uma espécie de prédio, porém subterrâneo. Com mais de 100 andares, as pessoas - é claro - se dividem em classes e tipos de trabalho. Ah, e não tem elevador, então, nós sofremos junto com os personagens cada vez que eles se locomovem no livro.

Quando alguém comete um crime é condenado à limpeza, que basicamente é sair do silo e limpar as lentes do lado de fora. Só que, claro, o ar é tóxico. Ou seja, são condenados à morte. Aliás, é assim que o xerife morre, ao pedir para ir embora. Ninguém pode expressar vontade de sair do Silo.

É difícil escolher o que contar e o que não contar. O livro é recheado, a história vai se complicando aos poucos e acontecem coisas inimagináveis. É daqueles que te faz sofrer junto com os personagens. Eu adorei!

Isso dito, qual não foi minha surpresa ao ler a sinopse do segundo livro da trilogia, Ordem, e descobrir que não, não vamos ter sequência da história até o terceiro livro! Ordem vai voltar no tempo e contar porque as coisas estão como estão. Eu acho que vai ser super interessante, é claro, mas eu queria muito saber o que acontece na sequência imediata de Silo! Enfim, um pouco frustrante, mas que vai servir para me deixar mais ansiosa pelo terceiro livro.

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