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Resenha | Filhos do Fim do Mundo - Fábio M. Barreto

Editora: Casa da Palavra
Páginas: 288
Estrelas: ✬✬✬✬✬
Publicado em 2013.


É meia-noite quando a Humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama. Em "Filhos do Fim do Mundo", acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos apocalíptico.


Esse livro foi uma leitura de surpresa que surpreendeu. Li quando ainda assinava o Kindle Unlimited e para explorar o serviço, vi este título, li a sinopse, vi uma resenha e acabei embarcando na leitura.

Eu comecei a ler viajando e quando cheguei em casa, continuei lendo até meus olhos se fecharem, faltavam 20 páginas do livro pela manhã, que eu devorei assim que tocou o despertador. Sim, ele é bom mesmo.

Todos os seres vivos abaixo de 1 ano de idade morrem, novos bebês que nascem, morrem. Seguimos a perspectiva de um jornalista, cuja mulher está grávida e para ganhar o bebê em breve, numa tentativa de entender o que está acontecendo. O livro já começa quando tudo aconteceu, somos jogados nesse cenário também sem saber o que está acontecendo.

Os personagens que aparecem, na sua maioria não tem nome. É o jornalista, a mulher do jornalista e assim por diante. Ele é chamado por uma força tarefa na empresa que trabalha e é incumbido de ir até alguns bunkers e ver se restou algum sobrevivente.

Só que é tão bem escrito que ultrapassa as margens da história, eu me senti como se estivesse dentro desse mundo, vivendo todas essas coisas. A revolta popular, as iniciativas do governo, os radicais religiosos, a indignação geral que abate todo mundo, a expectativa de que passe e tudo volte ao normal.

Eu não sou muito conhecedora de livros pós-apocalípticos, mas esse livro me fisgou tanto que abriu novas portas, me fez valorizar esse gênero que tinha descuidado até agora. Ele foi escrito por um autor brasileiro, então, mais pontinhos para ele - aliás, tenho acompanhado o autor para ficar atenta se ele lançar outro livro, que lerei, com certeza. Eu gostei muito!

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