Pular para o conteúdo principal

Resenha | Não Sou uma Dessas - Lena Dunham

Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Estrelas: ✬✬✬✬
Publicado originalmente em 2014 com o título de Not That Kind of Girl


Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta
Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade
Já estou prevendo a vergonha que sentirei por ter pensado que tinha algo a oferecer, escreve Dunham. Mas se eu puder pegar o que aprendi e tornar alguma labuta mais fácil para você ou evitar que você tenha o tipo de sexo em que sinta que deve continuar de tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei valeu a pena.
Ela tem a habilidade extremamente rara de ser 100% ela mesma em 100% do tempo. The New York Times.
A escrita de Dunham é tão inteligente, honesta, sofisticada, perigosa e encantadora como a sua série Girls. O maior mérito do livro é um tipo de superconsciência divertida: de si mesma, do mundo, do ser humano. Ler Não sou uma dessas faz você se sentir feliz por estar no mundo e por Lena estar nele com você. George Saunders , escritor.



Eu conheci a autora através da sua participação da série Girls, da HBO, que eu adoooro demais. Acabei ganhando este livro de Natal do meu primo querido que me enganou na livraria para saber o que eu queria e me surprender ♥

Quando do lançamento do livro, fiquei curiosa para lê-lo, até porque a proposta dele me lembrou um pouco o Hot to be a woman, da Caitlin Moran, que eu li e amei também. E realmente, eles se assemelham em partes, em ambos as autoras exploram as situações de suas vidas com uma certa reflexão por cima. O livro da Caitlin ergue uma bandeira feminista um pouco mais visível que no da Lena, mas creio que ambos tratem de uma visão feminina do mundo.

A Lena dividiu o livro em partes: Amor & Sexo, Corpo, Amizade, Trabalho e Panorama. E em cada parte, ela vai contando coisas que aconteceram com ela e que acabam acontecendo com a gente também, em maior ou menor medida.

Há de se dizer que ela é diferente e excêntrica, no bom sentido. Tem coisas que ela relata que causam um grande estranhamento, mas, sinceramente, é um relato da vida dela, se ela fosse uma garota "comum" talvez o livro não fosse tão interessante. Considero uma riqueza do livro que não concorde com tudo o que a autora comenta.

Ele é de leitura rápida e divertida, lê-se com um sorriso nos lábios. Além disso, o trabalho gráfico é lindo, cheio de desenhos e flores, bem diagramado e de leitura confortável. Foi uma leitura super gostosa de fazer.



E você? Já leu? Deixe sua opinião nos comentários!
Siga o blog no Google Friend Connect.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora: Bertrand Páginas: 728 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon

Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um …

Resenha | A Arte de ter Razão - Arthur Schopenhauer

Editora: Faro Editorial Páginas: 128 Estrelas: ✬✬✬ Skoob Publicado em 1831.

A forma como nos comportamos socialmente não mudou muito desde Aristóteles. Partindo dos escritos do pensador grego, Schopenhauer desenvolve em sua Dialética Erística, 38 estratégias sobre a arte de vencer um oponente num debate não importando os meios. E, para isso, mostra os ardis da maior ferramenta que todos possuímos, a palavra. Usar argumentos e estratégias certas numa conversa é uma arma poderosa em qualquer momento. E tanto vale para quem quer reforçar um talento, evitar ciladas dialéticas, ou simplesmente estar bem preparado para negociações ou qualquer outra ocasião que exija argumentação... o que acontece em todos os momentos da vida. Essas estratégias não foram inventadas por Schopenhauer. Seu trabalho foi identifica-las, reuni-las de modo coerente, mostrando como são utilizadas, em quais momentos elas surgem em meio a uma discussão, de modo que você possa utilizar-se deste livro até mesmo para desmasc…

Resenha | Primeiro ano - Scott Turow

Editora: Record Páginas: 220 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado em 1977.

Ao narrar as angústias, as dificuldades, os desafios e os triunfos que marcaram seu primeiro ano na Faculdade de Direito de Harvard, Scott Turow denuncia problemas surpreendentes no sistema de educação jurídica de uma das mais antigas e conceituadas instituições de ensino dos Estados Unidos. Um relato dramático e um importante depoimento do autor.