Pular para o conteúdo principal

Resenha | A Filha do Sangue - Anne Bishop

As Joias Negras #1
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 432
Estrelas: ✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 1998 com o título de Daughter of the Blood


O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influencidade e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos, inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.

Eu fiquei muito interessada quando li essa sinopse. Relevei a capa muito feia e me foquei na sinopse, me lembrou das Brumas de Avalon por esse "girl power" posto ali e eu vi potencial.

Começo dizendo que esse livro não é ruim, mas ele é muito confuso. Suas páginas iniciais são preenchidas por um sumário de personagens, termos e um pouco do background da história. Só aí, já tremi como leitora. E é verdade, é um livro confuso, pois é uma mitologia complexa.

Eu comecei a entender mais ou menos, me localizar no espaço e com os personagens lá pela metade do livro. Os relacionamentos são intrincados e tem vários personagens. Dos três citados na sinopse, Saetan, Lucivar e Daemon, só para eu entender o relacionamento dos três foi um tempo. Saetan é pai de Lucivar e Daemon, Lucivar é de uma raça diferente que tem asas e Daemon é escravo de uma mulher, sendo controlado por impulsos enviados ao seu pênis - ah, e seu papel é satisfazer as mulheres da corte.

Tem vários aspectos interessantes, a história se passa em dois mundos que são viajados pelas Sombras, através da arte. E no início do livro, temos a pequena feiticeira indo ao encontro dos três rapazes já citados e como seu relacionamento se iniciou.

Não bastasse isso, eles são todos mortos, ok? Os Sangue fazem parte de um submundo e só conseguem intercalar entre os mundos porque estão mortos. Mas a linha que divide quem tá morto de quem tá vivo nem sempre é clara no livro. Faltou lucidez nessa parte também.

Uma coisa que me frustrou bastante, foi que, ok, a feiticeira que foi profetizada nasceu. Porém, acompanhamos a vida dela desde o início, e creio que no ponto em que o livro terminou é que teria me interessado mais a história. Quando ela já é mais crescida, já tem controle de alguns de seus poderes e do seu papel naquele mundo. Aliás, é por isso que eu pretendo ler os próximos livros.

Essa série tem potencial, mas esse primeiro livro não me mostrou o suficiente, sabe? Eu li o livro e não entendi nem metade do mundo que a autora criou, me familiarizei com os personagens somente no final e fiquei frustrada com tudo isso. Quem sabe seja o tipo de livro para ler fazendo um diagrama de personagens e suas relações.

E você? Já leu? Deixe sua opinião nos comentários!
Siga o blog no Google Friend Connect.



Comentários

  1. Olá,
    Eu li esse livro e gostei, apesar de todas as partes grotescas, mas li a continuação e não curti. É tudo muito arrastado e a parte que deveria ser um ápice não me agradou. Agora não sei se leio o último volume ou não.
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bah, sério mesmo? Eu já tô com o pé atrás e vc é a primeira pessoa que eu 'conheço' que leu a série hehe
      Eu acho que vou dar uma chance pro segundo (e provavelmente pro terceiro, porque eu não consigo deixar inacabado hehe), mas vou com expectativas bem baixas.

      Beijos!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora: Bertrand Páginas: 728 Estrelas: ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon

Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um …

Resenha | Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen - Cora Harrison

Editora: Rocco
Páginas: 320
Estrelas: ✬✬✬
Skoob
Publicado originalmente em 2010 com o título de I Was Jane Austen's Best Friend

Chega ao Brasil o livro: "Eu fui a Melhor Amiga de Jane Austen" da autora Cora Harrison. A história tem o objetivo de introduzir os mais jovens ao empolgante mundo dos livros de Jane Austen. O livro traz uma combinação entre fatos históricos e ficção, apresentando a relação entre as adolescentes Jane Austen e sua prima Jenny Cooper.

Top 5 | Livros Apaixonantes

Amanhã é dia dos namorados, por isso, sugiro leituras apaixonantes, que aquecem o coração, seja por seus personagens marcantes ou pelo romance do livro. São livros que li recentemente e que saltaram à mente quando pensei nesse tema.