Pular para o conteúdo principal

Resenha | A Cura Mortal - James Dashner

Maze Runner #3
Editora: V&R
Páginas: 368
Estrelas: ✬✬✬
Publicado originalmente em 2011 com o título de The Death Cure


Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível... uma solução mortal, sem retorno.


Você pode conferir as resenhas de Correr ou Morrer, livro 1, e de Prova de Fogo aqui no blog.

Essa série tem duas facetas, a meu ver. Primeiro, ela é divertida. Os livros são de leitura ágil e servem como entretenimento. A cada capítulo uma nova cena de ação é colocada, o que mantém o leitor sempre em alerta e buscando com fervor a próxima página.

São vários os desdobramentos da história que causam tensão ao longo da leitura, fazendo com que, talvez, se ignorem certos defeitos em ganchos deixados pelo autor. Desde o primeiro livro, com o labirinto, os seguintes vão apresentando mais e mais dificuldade. Não foi diferente com esse terceiro, que apresenta uma cidade nova, com volta de personagens antigos e maior exploração dos temas já apresentados.

Acontece que, também tem uma segunda faceta. Para além do divertimento, a série tem muitas falhas. Seu desfecho é insuficiente para explicar as  atrocidades dos livros anteriores.

Já no primeiro livro, eu dizia que a explicação final deveria ser muito excelente para me convencer de que tudo aquilo era necessário. Bom, não foi. Tendo concluído esse terceiro livro, inclusive sem saber se o CRUEL é vilão mesmo ou não. Ou até, no segundo livro, tivemos todas aquelas placas falando que o Thomas era o verdadeiro líder, outra coisa que ficou sem conclusão no terceiro livro. Por que ele é especial? Não sei...

Eu achei que faltavam informações, que viria uma reviravolta surpreendente para justificar tudo. Não veio. A explicação que é dada já no segundo livro para os experimentos do CRUEL é a explicação final mesmo. Esse parágrafo está sendo difícil de escrever com clareza, porque não quero contar qual foi a explicação dada no segundo livro para quem não leu ainda. Porém, digo isso, creio que faltou uma dose de criatividade para o autor.

Que sensação ruim a de terminar um livro assim. Ao mesmo tempo em que me diverti, fazendo uma leitura despretensiosa, parece que perdi tempo, ao não encontrar enredo suficiente no livro para que me satisfaça.

Ao mesmo tempo em que quero ler os livros que acompanham a série, tenho a sensação de que deveria abandonar por aqui, porque duvido que eles me tragam um sentimento melhor com relação à série como um todo.

Das séries YA distópicas que li, essa é a que menos gostei (e olha que eu detestei Convergente!). Os personagens não são tão envolventes e o enredo ficou pobre. Porém, me sinto obrigada a dizer, que ainda assim, me diverti com a leitura. Então, eu diria para quem pretende lê-la, leia, mas leia quase que de forma dinâmica, para não se chatear com os furos na história.



E você? Já leu? Se sim, diga nos comentários o que achou. Você teve a mesma sensação que eu?
Siga o blog no Google Friend Connect.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha | Primeiro ano - Scott Turow

Editora : Record Páginas : 220 Estrelas : ✬✬✬✬ Skoob Publicado em 1977. Ao narrar as angústias, as dificuldades, os desafios e os triunfos que marcaram seu primeiro ano na Faculdade de Direito de Harvard, Scott Turow denuncia problemas surpreendentes no sistema de educação jurídica de uma das mais antigas e conceituadas instituições de ensino dos Estados Unidos. Um relato dramático e um importante depoimento do autor.

Resenha | A Arte de ter Razão - Arthur Schopenhauer

Editora : Faro Editorial Páginas : 128 Estrelas : ✬✬✬ Skoob Publicado em 1831. A forma como nos comportamos socialmente não mudou muito desde Aristóteles. Partindo dos escritos do pensador grego, Schopenhauer desenvolve em sua Dialética Erística, 38 estratégias sobre a arte de vencer um oponente num debate não importando os meios. E, para isso, mostra os ardis da maior ferramenta que todos possuímos, a palavra. Usar argumentos e estratégias certas numa conversa é uma arma poderosa em qualquer momento. E tanto vale para quem quer reforçar um talento, evitar ciladas dialéticas, ou simplesmente estar bem preparado para negociações ou qualquer outra ocasião que exija argumentação... o que acontece em todos os momentos da vida. Essas estratégias não foram inventadas por Schopenhauer. Seu trabalho foi identifica-las, reuni-las de modo coerente, mostrando como são utilizadas, em quais momentos elas surgem em meio a uma discussão, de modo que você possa utilizar-se deste livro

Resenha | Papillon - Henri Charrière

Editora : Bertrand Páginas : 728 Estrelas : ✬✬✬✬ Skoob Publicado originalmente em 1969 com o título de Papillon Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, “Papillon” foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. “Papillon” é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e persever